Lembro-me bem das aulas de História na escola. Nunca foi preciso estudar muito. Lia os livros com o prazer de saber o que tinha acontecido no passado. Fascinado com o progresso e horrorizado com todas as atrocidades que nos fizeram chegar até hoje.
Cedo aprendi que versão da história que prevalece é a dos vencedores. Só a muito custo e muito tempo depois é possível apurar a verdade. Um exemplo, a União Soviética. Porque ajudaram derrotar Hitler e a sua horda, nunca se falou a sério do que se passou para lá da Cortina de Ferro. Dos milhões de pessoas que morreram à fome e obrigados a trabalhos pesados, a maioria no “Arquipélago Gulag”. Nas terríveis condições em que viveram a maioria dos soviéticos até à década de noventa.
A maioria das repúblicas ex-soviéticas, viradas para a Europa, modernizaram-se e prosperaram. A Rússia continuou um país difícil de governar e a atrair para a liderança homens que pouco se interessam pelos seu conterrâneos. A frágil democracia russa sucumbiu imediatamente a homens sem escrúpulos com sede de poder.
E a partir de ontem, o mundo não será mais o mesmo. O ditador de um país decidiu invadir outro país soberano. Sem qualquer justificação verosímil.
E os chamados “países desenvolvidos”, que se gabam de serem defensores da Liberdade, ficaram a olhar com votos de protesto e de indignação.
Ficar de dependente de países, tudo menos democráticos, tem destas consequências.
Quase todos se esqueceram da História… e estão condenados a repeti-la até que aprendam. As semelhanças com a última Grande Guerra são inegáveis e o comportamento dos políticos que lideram a Europa semelhantes.
Será que é desta?